segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

poesia

Na sobrevivência é cada um por si. Na convivência são todos pelo todo. Na ausência é só o nada por cada um de mim mesmo.

mini conto

O animal em fúria não esconde sua fome, seus desejos, nem seus vícios, mas ao mesmo tempo nunca está satisfeito porque ele realmente não sabe o que quer. E vai deixando seu rastro por onde passa.

suspiros

Suave e nostálgica revolta

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Press

Princípio e território de incerteza



Produto conjunto da pesquisa sobre movimento crítico que resulta no espetáculo-conceito Princípio e território de incerteza do Projeto mmc & CRISE. O vídeo homônimo realizado por Asdra Martin e Marco Martins visa mostrar uma vista ou panorama em vídeo-dança ou performance filmada dos conceitos básicos peasquisados como o impulso não ordenado, não coreografado, espontâneo, e considerado "mais legítimo" como a própria natureza do vídeo, captado de surpresa num espaço não mais existente. Assim como o movimento crítico não se repete, a própria performance se coloca como única e o espaço do movimento, tanto do corpo como o de onde o vídeo foi registrado, já não existe mais.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poema




Só posso dançar sozinho
Só, posso dançar
posso dançar sozinho
posso dançar

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Apresentações e workshops Projeto mmc & CRISE!



WORKSHOP DE MOVIMENTO CRÍTICO COM ASDRA MARTIN – DEFINIÇÕES E CONCEITOS
As definições com as quais se trabalha são:
Caos = impulso inicial, movimento cegamente impulsionado para uma nova ordem de fenômenos e de significações potenciais.
Movimento Crítico = movimento irreversível, espontâneo e imprevisível (movimento imprevisível genuíno, pois não é idealizado).
O que se chama aqui de movimento crítico precede e visa à pesquisa do movimento através do impulso não ordenado, ou seja, não coreografado, buscando assim um movimento mais legítimo e não representativo (anti-ideativo/primo-motor).
A pesquisa compreende a prática/teste de possíveis saídas/rotas de fuga para o corpo-movimento. Pode-se dizer; pois, que não existe coreografia, no sentido de uma escrita – corporal ou notada – pressuposta e idealizada para a movimentação realizada, somente o trabalho com impulsos não ordenados, mas concatenados que já gera um padrão de movimento imprevisível. Este padrão é o que chamamos de movimento crítico e o fato de identificarmos algo já nos informa que há uma ordem intrínseca.

INSCRIÇÕES E INFO asdra.martin@gmail.com

domingo, 5 de dezembro de 2010

Poema 1

Uma dança
só uma dança
uma dança só
dança só uma dança
dança só
só uma
dança

sábado, 27 de novembro de 2010

HUGO RACE EM FLORIPA


Hoje a tarde estava falando com um amigo e o convidei pro show de Hugo Race. Ele me perguntou o que era e eu tive que dar Nick Cave como referência, e ele disse: “Ah, o Nick Cave é o Zé Ramalho inglês, né?”, e eu disse: “É! Mas a diferença é que o Zé Ramalho acredita em E.T.’s e lobisomens e tomava chá de jurubeba e o Nick Cave toma heroína na veia e só acredita na morte! Além de ele ser australiano!” Mas ok, fui no show do Hugo Race.

Pra quem não sabe ele foi guitarrista da banda The Bad Seeds do Nick Cave. Muitas músicas compostas naquela época – do Nick Cave and the Bad Seeds , nos anos 80 - foram de coautoria dele. Aquele homem que eu conhecia de vídeos se apresentou exatamente como eu imaginava: blazer e colete sobre camisa branca, calças justas, sapatos de bico finíssimo e cabelos desgrenhados, deixando no ar seu style cool de uma lenda subpop.

Eu não esperava muito do show, mas fiquei de cara quando começou o som: a banda não era nada demais, mas sua proposta me levou a um universo estranho de guitarras dissonantes e meio que mântricas, um baixo oitentista repetitivo e uma bateria bem marcada me faziam somente pensar em como aquilo se parecia com um filme de David Linch. Era isso! Aquele som era a trilha de um “road movie noturno” como nenhum cineasta havia jamais filmado! Com todas as cenas de perseguição e estupro necessárias.

A música era composta de forma tão simples que não se podia ter noção de começo ou de fim. Tudo nos fazia simplesmente ESTAR! Estar numa atmosfera soturna em um bar de rock que só se pode configurar se você passou pelos anos 80, e sofreu estes mesmo anos. Mas mesmo você jovem dos anos 90 iria curtir! Um pouco. Sorry!
As referências não são poucas: o próprio Nick Cave, Bauhaus, os contos de Sam Shepard, “all the road movies ever” e ainda se podia observar na noite o peso de se ter vivido os anos 80 e se ter consumido todas as drogas sintéticas e se ter vivido os tempos soturnos do rock mundial!

A atmosfera da noite se delineava pela atitude cool e misteriosa de Sir Hugo Race, sua guitarra neoblues, e sua banda, e tudo que foi deixado aqui foi um sentimento de gratidão por ele ter dividido conosco um pouco do seu universo sensualmente misterioso.

Talvez eu tenha sido meio romântico, mas não há trevas sem romantismo(vero!)! E os neovampiristas por aí deviam saber disso!

Asdra Martin.

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http://www.myspace.com/hugorace

http://www.youtube.com/watch?v=HPX1Q4gu40w