segunda-feira, 14 de março de 2011

mini conto

O animal em fúria não esconde sua fome, seus desejos, nem seus vícios, mas ao mesmo tempo nunca está satisfeito porque ele realmente não sabe o que quer. Ele vai deixando seu rastro por onde passa. Pêlos, plásticos e bitucas de cigarro nos levam por onde ele andou. Ele muda de pele, mas nunca de toca. Ele muda de bando, mas nunca de intenção. Seu show é feito para sua única e exclusiva satisfação e uns poucos que o seguem são meras testemunhas anônimas de seu autoflagelo em forma de deleite de ego. Ele é o alfa solitário. Sua caça, cria e coito são ele mesmo.

Um comentário:

Christiano Scheiner disse...

porra! adorei!!! e que saudades suas! :) continua escrevendo, tenho te lido sempre \o/